terça-feira, 11 de agosto de 2009

ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA - Parte 3

Então só me resta isso: sair do volante e entregá-lo à Deus, colocando a minha vida e todos os meus projetos em Seu altar. E aí está o grande trunfo de Deus!

Ao abrir mão do controle do nosso Eu, corremos o sério risco de pensar que a vida “sob nova direção” será um fardo; algo cansativo, chato e muito longe da felicidade que almejamos. Como eu já li em um bonito testemunho: “[Submeter-me à Cristo] parecia o modo mais rápido de estragar uma boa vida.” Isso só acontece (adivinhem!) por causa da nossa fraca visão, ou melhor, da nossa total cegueira quanto ao futuro.

Esquecemos que o Deus que agora controla nossa vida é o mesmo que combinou características únicas, personalidade, gostos, virtudes e defeitos para formar este ser sem igual: você. E sendo seu criador, é bem provável que a maioria dos seus sonhos também tenham sido criados por Ele. Não estou falando daqueles sonhos egoístas, que visam o próprio umbigo. Portanto, deixe a Ferrari em segundo plano; Deus tem outras prioridades para você.

Afastando-me da suja teologia das riquezas, falo dos sonhos naturais do ser humano: saber o porquê de ter sido criado, o que Deus espera dele; saber que o homem não está preso aos setenta, talvez oitenta anos que viverá; ter certeza que embora a vida possa ser boa, ela não se compara à eternidade, reservada para ele; provar de um grande amor, e aproveitar desta dádiva por longos anos; ver sua descendência seguindo os seus caminhos; e, é claro, cultivar intimidade com o responsável por tudo isso, Deus.

Para mim, esta é a real felicidade. Muito longe do que a mídia e a maioria das pessoas pintam como felicidade, muito perto do que Deus reservou para cada um dos seus.

Nossa! Sem Deus, quanta bobagem eu faria com a minha vida! E pior, achando estar fazendo um grande serviço e só perceber que meti os pés pelas mãos quando fosse tarde demais. Pensando assim, eu só posso agradecer:

Obrigado, Deus, por ter tirado o controle da minha vida das minhas mãos. Obrigado por não se render ao meu choro quando eu queria minha vida de volta. Obrigado por não desistir de mim quando eu duvidei dos seus planos e do seu amor. Obrigado, Deus !


Acaba aqui a terceira parte de "Ensaio sobre a cegueira". É claro que nem tudo o que diz respeito ao tema foi abordado, até porque este é um assunto extenso e fundamental à fé em Cristo. Na verdade, o objetivo deste blog é apenas compartilhar minhas impressões sobre experiências próprias, e assim talvez ajudar alguém. Pretendo ainda voltar a estes tópicos sobre fé assim que aprender outras lições que possam ser úteis a você, querido leitor.

Até breve !


Um comentário:

  1. Que sorte que sempre apareço por aqui qdo o post está saindo do forno!
    Que Deus continue a não se render aos nossos choros né?
    Que Ele continue a ser o CENTRO.
    =)

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