terça-feira, 1 de setembro de 2009

Uma tarde

O sol alaranjava o céu
Enquanto a pipa corria, serpenteava.
As nuvens também estavam lá,
fazendo coro com aqueles bichinhos
que nós nem conhecíamos.

O cajueiro do quintal vizinho
olhava tudo aquilo orgulhoso.
Afinal, há uns vinte anos
aquela sinfonia nunca desafinava.
Deixou escapar um sorriso, coisa rara.

O avião passava ao longe,
com aquele ar de pressa e prazos.
Ignorava tudo olhando as hélices,
que giravam, giravam e giravam,
lembrando seu relógio prateado.

Pouco a pouco as janelas acendiam.
O pai chegava cheirando logo o café
e as crianças... as crianças só riam:
mamãe acudia vovó,
que se aborrecia com os mosquitos.

Os pássaros já calavam;
a pipa descia devagar.
O sol, com um longo bocejo,
cumprimentava a lua,
a preferida dos apaixonados.

Eu, como meu amigo cajueiro,
Olhava todas as coisas
E escrevia estes versos.
Agradecendo a Deus
Mais uma tarde de vida.

Diogo

5 comentários:

  1. De onde veio o Diogo? Hoje também quero agradecer a Deus por ter criado esse menino tão especial!

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  2. Caraca, Diogo!!! Nem tenho o q comentar aki, cara! Deus t deu um dom mto lindo! Fico mto feliz d vc não ter enterrado! =D Obrigada!rsrsrs

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  3. Diogo, eu imagino vc aqueles médicos formados cheios de livros publicados ... que escrevem em colunas de jornal! Nunca vi alguém igual a vc...com tanta doçura com as palavras... te amo meu amigo!!!!

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