"A vontade de Deus é boa, perfeita e agradável." - Paulo de Tarso
Com certa frequência me vejo cara a cara com esta frase e devo confessar que nem sempre é fácil convencer-me dela.
Isso tem tudo a ver com a questão da fé, a qual venho abordando. E um dos mais valiosos ensinamentos que obtive compartilho agora:
Aprendi a confiar em Deus: não nas suas ações, mas no seu caráter. Deixe-me explicar: se observarmos com mais atenção, veremos que o agir de Deus não pode ser enquadrado em nenhum padrão humano, não pode ser definido ou especulado. Conhecemos histórias de servos de Deus doentes que foram sarados milagrosamente e outros, que morreram; uns que escaparam das mãos de governos sangrentos e outros, que viraram mártires; uns bem-sucedidos e outros, à beira da falência. Sinceramente, não sugiro a ninguém montar uma tabela para saber como Deus age em cada situação.
Antes, tenho visto que umas das poucas certezas nas quais devemos nos agarrar é "A vontade de Deus é boa, perfeita e agradável.". Fora isso, tudo pode mudar.
Quando penso nisso, lembro-me de Moisés, aclamado como um dos maiores profetas. Sempre achei um exagero da parte de Deus não deixar aquele que tinha guiado o teimoso povo hebreu por muitos anos de entrar na Terra Prometida. Parecia-me arbitrário e injusto, totalmente contrário à tudo o que eu sabia sobre Deus. Sem falar na certa dose de sadismo em mostrar-lhe Canaã e fazer-lhe morrer às vésperas da entrada na tão aguardada cidade. Mas eu pensava assim por causa da minha visão humana, sempre restrita e, por vezes, falha.
Eu percebi que introduzira na história, mesmo sem perceber, uma noção de morte que nem mesmo acredito, uma morte que dá fim à tudo, a morte "game-over". Longe disso, a morte pra mim sempre foi mais o "começo da eternidade" do que o "fim da vida". E sendo assim, percebi o grande negócio que Moisés, mesmo sem querer, estava fazendo: trocando toda dor, choro, tristeza e cansaço pela sua tão esperada entrada no céu, onde Canaã tinha agora status de país subdesenvolvido em guerra, da qual ele próprio era um feliz refugiado.
Lembro-me que quando entendi isso senti alegria, liberdade e paz que poucas vezes tinha experimetado. Alegria, liberdade e paz que eram frutos diretos na confiança na boa, perfeita e agradável vontade divina.
Até a próxima !
domingo, 26 de julho de 2009
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rgse aí na área novamente , hahahha .
ResponderExcluirbem , te falei pessoalmente , mas não custa reforçar aqui: gostei especialmente desses dois primeiros posts , realmente falaram muito comigo , além de me ajudar a discernir certas coisas que estavam se passando ultimamente .
abração mlk !